FPF Tech passa ser mantenedora do INDT, mas institutos mantém independência

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Geraldo Feitoza, do INDT, à esq., e Paulo Fiuza, da FPF Tech, à dir

Um dos principais centros de pesquisa e desenvolvimento da América Latina, o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT), baseado em Manaus e Brasília, passou a ser mantido pelo braço de soluções tecnológicas da Fundação Paulo Feitoza, o FPF Tech, no final deste primeiro semestre de 2016.

A mudança é resultado do desligamento do instituto de mantenedoras internacionais, como a finlandesa Nokia, que o criou, e da estadunidense Microsoft, que o mantinha até o acordo com a FPF Tech e foi a responsável por escolher a fundação amazonense como sua sucessora no cargo.

“Desde o anúncio (da Microsoft), várias instituições se candidataram a ser nossos novos mantenedores, mas a decisão foi da Microsoft e, para nós, foi muito bom porque é uma instituição local, que tem muitos anos de mercado”, disse Geraldo Feitoza, CEO do INDT.

Para a nova mantenedora, a parceria é uma oportunidade de ampliar a linha de atuação dos dois centros e manter os recursos do segmento do Amazonas. Além disso, a figura de um mantenedor era uma exigência legal do INDT. Segundo Paulo, hoje, a medida é mera formalidade, uma vez que o INDT já se mantém.

Sem fusão

Um ponto importante da parceria entre os dois centros é a decisão tomada por seus diretores de não os fundirem, mantendo-os funcionando de forma independente, com portfólios distintos e a vigência dos acordos de confidencialidade já existentes.

Mesmo considerando que ambos os centros atuam no setor tecnológico, seus diretores ressaltam que, por possuírem características e focos diferentes, eles não estão competindo pelo mesmo mercado ou brigando pelos mesmos clientes e sim apostando em uma abordagem complementar.

“Nós temos muito que aprender com a FPF Tech e ela conosco. Ela tem uma experiência de quase 20 anos trabalhando com uma variedade enorme de clientes. Nós estamos nos lançando no mercado agora, então acho que a manutenção das duas instituições separadas vai preservar suas identidades. Além disso, quando se fala em fusão, isso gera muita incerteza interna, então queremos garantir que as duas instituições vão manter o seu quadro de profissionais”, explicou Geraldo.

A questão da incerteza criada por uma fusão também foi trazida à tona pelo diretor executivo da FPF Tech, Paulo Filgueira, que acredita a decisão tomada é melhor tanto para o público em geral quanto para o desenvolvimento da economia local.

“Considerando o segmento de tecnologia, com uma fusão, para o público externo parece que deixa de existir um instituto que trabalha com isso, então estrategicamente, em termos de números, de mercado, de segurança para os próprios clientes e colaboradores, é melhor que se mantenham as duas instituições”, declarou Paulo.

Atuação e propósito distintos

A ideia da parceria é fazer com que os centros troquem suas respectivas expertises. Por um lado a FPF Tech tem uma carteira de clientes bem diversificada e uma experiência em lidar com essas demandas distintas. Por outro, o INDT, apesar de ter trabalhado num modelo de cliente único durante boa parte de sua existência (primeiro Nokia, depois Microsoft), possui uma pesquisa super desenvolvida nos campos de telefonia móvel, manufatura e processamento de imagem e conta com um seis laboratórios de última geração, avaliados em aproximadamente R$ 100 milhões.

De acordo com as direções, essa troca internamente de acordo com as demandas dos clientes, que, segundo eles, continuarão a ser buscados pelos centros de forma autônoma.

“Vamos imaginar que um cliente da FPF Tech se interesse por um projeto cuja infraestrutura tecnológica o INDT tenha. Se ele realmente demandar serviços nossos, nós contratamos os laboratórios dele, mantendo essa independência que se quer. Da mesma forma, se um cliente do INDT precisar de uma mão-de-obra mais especializada que eles não tenham, ele pode recorrer à nossa. Isso tudo vai reduzir, inclusive, o custo dos projetos”, explicou o diretor executivo da FPF.

Projetos sociais

Um dos pontos chave da atuação da FPF Tech, que é seu envolvimento com projetos sociais de larga escala, ainda não deve encontrar reflexo no INDT por enquanto. Geraldo Feitoza explicou que parte da demora vem do recente engajamento do INDT com o assunto, uma vez que, quando a Nokia criou o INDT, ela também criou a Fundação Nokia, que concentrava os projetos sociais da empresa aqui, à parte do centro de pesquisa.

“A gente ainda não definiu o caminho do INDT para o lado social. Ele provavelmente deverá acontecer através de projetos que a gente já fez e faz em parcerias com universidades, onde a gente procura passar o nosso conhecimento para a garotada, em ações que até incluem bolsas de estudo, para que eles possam desenvolver competências em determinadas áreas”, disse o CEO do centro.

*Reprodução de texto do portal A Crítica

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BENEFÍCIOS

TECNOLOGIAS

Plataforma para modelamento Creo, plataforma de modelamento Solid Works, programação PLC, linguagem Ladder, normas NR 10 e NR 12.  

 

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